Adega

Com grandes e grossas paredes de adobe caiadas a branco, a fresca adega é ladeada por vinhas e situa-se num dos vales da herdade, à sombra de eucaliptos de grande porte.

O edifício tipicamente alentejano prima pelos seus tetos altos com vigas de castanho. A construção consiste em duas alas com 9 lagares de pedra, técnica de vinificação especialmente apta para o Alicante Bouschet, e uma destilaria com uma estila em cobre – usada ininterruptamente até aos dias de hoje e alimentada por uma fornalha a lenha – e originalmente construída em 1929.
A grande maioria dos tonéis de carvalho e castanho, omnipresentes nas duas alas principais da adega, têm entre 50 e 100 anos de idade. Os fundos de madeira tropical maciça (a brasileira macacaúba) têm quase um século de existência.

 

Adega do Mouchão, a tradição de sempre…
“Por todo o lado se encontram grandes tonéis e longas filas de pipas, todos cheios de vinho do Sul”,
descreveu o reconhecido escritor de viagens W. H. Koebel, aquando da sua visita ao Mouchão em 1908.
Tanto a disposição como o funcionamento da adega mantêm-se praticamente inalterados desde a sua construção em 1901, sendo a mais antiga do Alentejo. Desde essa altura a vinificação era completamente manual, incluindo a trasfega, até 1991, altura em que a eletricidade foi instalada. Ainda assim, o ritmo de trabalho pouco ou nada mudou, com as uvas ainda a serem apanhadas à mão, a serem pisadas a pés e os mostos tintos prensados por quatro velhas prensas de madeira completamente manuais. O vinho resultante das “prensas” é uma raridade e de enorme qualidade.
Todo este processo artesanal, pleno de tradição, faz da Adega do Mouchão a única no seu género em toda a região.
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